O que você acha de um pai que vê o seu filho dirigir-se a ele, ajoelhar-se e, chorando, começar a dizer: Não sei por que eu nasci, acho que tudo que consegui fazer foi atrasar a sua vida e a da mamãe.
O pai desta criança certa vez a encontrou dormindo no chão frio do quarto, e ao acordá-la e indagar assustado o que estava acontecendo a criança disse: Eu falei que não sou digno de dormir nesta cama aconchegante sob estes lençóis que aquecem
Você acha que o pai desta criança chegou para os seus colegas de trabalho e disse: Estou muito feliz com a humildade e consideração do meu filho. Será que esse pai agiria assim? Como você agiria na condição de pai ou mãe de uma criança com um comportamento assim? Como você agiria para com o seu filho ao encontrá-lo com fome e ouvi-lo dizer: Não sou digno de abrir a geladeira e me alimentar dos alimentos tão deliciosos que se encontram ali. Será que você choraria de tanta felicidade?
Ou, porque será que achamos que Deus fica feliz, admirado e satisfeito, quando nos depreciamos a nós mesmos, quando nos achamos indignos, incapazes, se ele nos criou para sermos seus filhos, desfrutarmos do seu Reino e da dignidade de imagem e semelhança de Deus.
Existem homens que tiveram uma infância sofrida, sem muitas oportunidades. Seus pais não tiveram condições de sequer pagar uma boa escola ou uma faculdade. Talvez até tivessem que trabalhar ainda criança.
Estes homens conseguem sobreviver até a vida adulta, casam, têm filhos, constroem uma família. Porém, vivem como se estivessem programados para repetir, irreversivelmente condicionados, as mesmas experiência dos pais, da infância e por aí vai.
Daí, num determinado dia, um dos seus filhos diz: Pai, vou estudar, quero ser um grande homem, um médico bem sucedido, quero poder ajudar você e mamãe e dar um novo rumo à história da nossa família.
O pai, revoltado com tamanha audácia do seu filho, diz veementemente: filho, o seu pai nasceu pobre, você nasceu pobre, morreremos pobre. É melhor você não gastar seu tempo pensando bobagens. Vá trabalhar, ganhe o seu pão com o seu suor e se contente se alguém lhe fizer o favor de lhe dá um trabalho em troca de um salário que permita você sobreviver.
Embora pareça um discurso singelo, de humildade, esse exemplo retrata uma mentalidade escrava. E é assim que muitos filhos de Deus vivem, tanto com relação a como trata a si mesmo, como em relação aos outros.
Muitos filhos de Deus traçam o seu futuro tomando como base a miséria do passado: O mundo, o pecado, os insucessos, os fracassos, as maldições, as frustrações. E nesta mesma percepção passam a ver o futuro da sua família, filhos, negócios, ministério e por aí vai.
Porém, quando uma pessoa nasce de novo, a sua origem é Deus e o seu Reino. O apóstolo Paulo orou para que nós entendêssemos a grandeza da herança que está disponível aos que crêem. Pedro, para que compreendêssemos as preciosas e grandes promessas através das quais, Deus nos dá a sua natureza (Efésios/ 2 Pedro 1.).
Não importa qual tenha sido a sua história no que diz respeito à sua origem familiar, econômica, social. O que importa é que, em Cristo, você é destinado para o sucesso pleno planejado por Deus para o ser humano.
Os sonhos e anseios inerentes ao seu espírito, relacionados à sua origem em Deus e o seu potencial para ser explorado na terra, foram idealizados para funcionarem cem por cento. Você não foi criado para ser mediano. Você foi criado para a plenitude.
Você veio da plenitude. A sua origem é o seio da grandeza. A sua conexão com Deus vai te fazer ver a vida a partir de uma perspectiva totalmente nova. Perspectiva essa que supera toda e qualquer mediocridade e inferioridade.
Deus diz: Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito... Pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais (Jeremias 29.11). Não é o seu pai, sua família ou até você que sabe pensar o melhor sobre você mesmo. Deus sabe! E ele está com muito desejo de falar para você sobre os planos para o futuro.
Se você tem desejado algo para sua vida que ultrapassa todas as condições e limites que o mundo natural te propõe, bem vindo ao sobrenatural de Deus! Bem vindo ao Reino de Cristo Jesus.
Manasses Guerra
Edição: Kézia Guerra
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